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Bianca Santana estreia na ficção com “Apolinária”

Em seu primeiro romance, a autora de “Quando me descobri negra” mergulha em uma narrativa sobre memória, identidade e aquilo que herdamos

Com publicação pela Fósforo em agosto, Apolináriamarca a estreia de Bianca Santana na ficção. Reconhecida por seu trabalho em ensaios e não ficção, como Quando me descobri negra e Continuo preta, a autora agora se aventura por uma história familiar para tocar em questões fundadoras do Brasil.

A narrativa acompanha Apolinária, ou Polu, que deixa o interior da Bahia rumo à periferia de São Paulo no final da década de 1940, e sua neta Bianca, que reconstrói essa trajetória décadas depois. Entre as duas, formam-se pontes de linguagem, cuidado e memória.

Ao combinar vozes e tempos distintos, a obra costura vivências individuais a processos históricos muitas vezes silenciados, como as disputas por terra, as promessas não cumpridas da abolição e os caminhos de resistência construídos pelas mulheres negras no país.

✹ Nas livrarias em 11 de agosto. Já em pré-venda!

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