A Aleph estreia na ficção científica sul-coreana com Se não podemos viajar à velocidade da luz, livro de Kim Choyeop que se tornou um fenômeno literário no país asíatico. A coletânea reúne sete contos de ficção científica que exploram temas como solidão, luto, memória e pertencimento em futuros marcados pelo avanço tecnológico.
Combinando rigor científico e sensibilidade emocional, Kim Choyeop constrói histórias sobre personagens frequentemente deixados à margem do progresso: cientistas isolados, viajantes espaciais, pessoas enlutadas e indivíduos que vivem entre mundos físicos e emocionais em transformação. Em um dos contos, uma cientista espera décadas por uma viagem impossível; em outro, memórias podem ser arquivadas e revisitadas como objetos.
A autora ganhou destaque na literatura coreana contemporânea justamente por aproximar a ficção científica de questões profundamente humanas. Seus textos investigam o impacto emocional das tecnologias e questionam quem é excluído quando o futuro é pensado apenas sob a lógica da eficiência e da inovação.
Antes de se dedicar integralmente à literatura, Kim Choyeop estudou biotecnologia e bioengenharia, formação que influencia diretamente sua escrita. Publicada originalmente em 2019, a coletânea recebeu importantes prêmios literários e vendeu milhares de exemplares na Coreia do Sul, consolidando a autora como um dos principais nomes da ficção especulativa contemporânea.
Com tradução de Juliane Ferreira da Silva Santos e capa assinada por Pedro Côrrea, Se não podemos ir à velocidade da luzchega ao Brasil pouco mais de um mês após a sua edição em língua inglesa, que acaba de sair pela Saga Press, com tradução de Anton Hur.
✹ A partir de 27 de maio nas livrarias. Garanta o seu!











