Criado em 1971, o Locus Awards é uma das premiações mais tradicionais e respeitadas do universo da ficção científica e fantasia. Organizado pela revista Locus, referência no gênero, o prêmio reconhece anualmente as obras que mais se destacaram entre as publicadas no ano anterior, sempre com um olhar atento à originalidade, à qualidade literária e às tendências que estão moldando o futuro da literatura especulativa.
Ao longo de suas cinco décadas de história, o Locus já consagrou alguns dos maiores nomes da ficção científica e da fantasia mundial, como Ursula K. Le Guin, Isaac Asimov, N.K. Jemisin e Ann Leckie. Por isso, mais do que uma estatueta, o prêmio funciona como um termômetro do que há de mais relevante, inovador e apaixonante no gênero.
Conheça os vencedores da edição 2025 da premiação abaixo!
Melhor romance de ficção científica: The Man Who Saw Seconds, de Alexander Boldizar
Preble Jefferson vê cinco segundos no futuro. Quando escapa de um tiro no metrô de Nova York e outro homem morre em seu lugar, ele vira alvo do governo. Agora, precisa proteger sua família e enfrentar as consequências de seu dom.
Melhor romance de fantasia: A Sorceress Comes to Call, de T. Kingfisher
Cordelia sempre soube que sua mãe era diferente. Mas não é só excentricidade, ela é uma feiticeira cruel. Quando as duas se mudam para a casa de um rico senhor e sua irmã, Cordelia descobre o que é se sentir em casa e vai precisar enfrentar a própria mãe se quiser tentar proteger quem ama.
Melhor romance de horror: Bury Your Gays, de Chuck Tingle
Misha finalmente conseguiu uma indicação ao Oscar. Mas quando se recusa a aceitar a proposta dos estúdios de matar personagens gays de sua série, vira alvo em Hollywood — e fora dela. Criaturas de seus antigos filmes de terror agora o perseguem, e ele precisa enfrentar seus medos antes que eles o destruam de vez.
Melhor livro jovem: Moonstorm, de Yoon Ha Lee
Hwa Young sonha em ser uma das pilotas de lancers, as guerreiras que comandam robôs gigantes do Império. Porém, para isso, precisará decidir entre suas raízes rebeldes e o Império que destruiu sua família.
Melhor romance de estreia: Someone You Can Build a Nest In, de John Wiswell
Shesheshen é uma monstra metamorfa que cometeu o pior erro possível: se apaixonou. Após ser ferida por caçadores, ela é cuidada por Homily, uma humana gentil… e também uma possível parceira ideal para Shesheshen depositar seus ovos e permitir que seus filhotes a devorem de dentro para fora. Porém, à medida que as duas se aproximam, ela percebe que comer sua namorada talvez não seja uma boa opção.
Melhor novela: What Feasts at Night, de T. Kingfisher
Tudo o que Alex Easton queria era descanso. Mas o que encontra no chalé da família, em meio às florestas de Gallacia, é outra história: o caseiro morto, a casa em ruínas e sussurros sobre uma criatura que rouba o ar das pessoas. E não demora para Easton perceber — o perigo não está só nas lendas… está também nos sonhos.
Melhor antologia: The Black Girl Survives in This One, editada por Desiree S. Evans e Saraciea J. Fennell
Uma antologia de histórias de horror para jovens adultos que coloca meninas negras no centro da narrativa, enfrentando monstros humanos e sobrenaturais, e sobrevivendo até o fim. Os contos desta antologia desafiam o problemático clichê “Black Character Dies First” (o personagem negro morre primeiro), presente em tantas histórias de terror.
Melhor coletânea: Lake of Souls,de Ann Leckie
Ann Leckie é um dos principais nomes da ficção especulativa contemporânea e transformou o gênero com ideias inovadoras e uma voz poderosa. Agora, pela primeira vez, todos os seus contos foram reunidos em um único volume, incluindo a história inédita que dá título à coletânea.
Outras categorias
- Melhor livro ilustrado: The Last Unicorn, de Peter S. Beagle e Tom Kidd
- Melhor livro de não-ficção: Afro-Centered Futurisms in Our Speculative Fiction, editado por Eugen Bacon
- Melhor novela curta: By Salt, By Sea, By Light of Stars, de Premee Mohamed
- Melhor conto: Why Don’t We Just Kill the Kid in the Omelas Hole, Isabel J. Kim
- Melhor artista: Charles Vess
- Melhor editor: Neil Clarke
- Melhor editora:Subterranean Press
- Melhor revista:Clarkesworld


















