Há livros que confortam. E há livros que desestabilizam: torcem a realidade, embaralham a sanidade dos seus protagonistas e nos fazem duvidar de tudo.
Nesta seleção, reunimos cinco obras que exploram a tênue linha entre o real e o imaginado, entre o delírio e a verdade, entre o eu e o outro. São narrativas intensas, por vezes desconcertantes, que colocam em cena personagens à beira do colapso e percepções turvas.
Boa leitura! 😉
“Hospício é Deus: Diário I”, de Maura Lopes Cançado
Publicado em 1965, Hospício é Deus mistura memórias e relatos de internações psiquiátricas da autora. Um testemunho impactante de Maura Lopes Cançado sobre lucidez, delírio e os limites da escrita.
“Solaris”, de Stanislaw Lem [trad. Eneida Favre]
Um psicólogo chega a uma estação espacial para pesquisar um planeta com um oceano vivo. O que encontra lá? Pesquisadores com a mente em frangalhos e uma realidade que parece prestes a ruir.
“O alienista”, de Machado de Assis
Um clássico machadiano em que um médico obcecado por internar loucos começa a ver a linha entre sanidade e delírio se borrar perigosamente.
“Ubik”, de Philip K. Dick [trad. Ludmila Hashimoto]
Um dos mestres em explorar a paranoia, Philip K. Dick joga o leitor em uma realidade instável, onde o tempo se desfaz, a morte é relativa e ninguém sabe o que é real.
“Sobre os ossos dos mortos”, de Olga Tokarczuk [trad. Olga Bagińska-Shinzato]
Uma mulher excêntrica investiga mortes misteriosas em uma vila polonesa, misturando crime, ecologia, astrologia e loucura numa trama instigante e surreal.















