A gente acredita que um projeto que fala de criatividade não pode tratar o processo como algo secreto. Por isso, convidei Pedro Zip, designer que assina a nova identidade do Asterisco*, para compartilhar um pouco do percurso que nos trouxe até aqui, dividindo algumas das referências que nos guiaram ao longo desse processo. Muito mais legal do que só mostrar um resultado, é apresentar como ele se constrói — afinal, é nesse caminho, entre tentativa e descoberta, que a criação realmente acontece.
Olá, eu me chamo Pedro Zip, sou designer e fui convidado pelo João para escrever um pouco sobre meu processo de desenvolvimento na identidade visual do Asterisco*.

A identidade do Asterisco* surge a partir da pluralidade da plataforma e da literatura. Durante processo de desenvolvimento do briefing da marca, conversamos sobre como o livro atualmente está presente em multiplataformas, tá no celular, no Kindle, no tablet, no computador, no livro físico e em outras diversas plataformas visuais, e auditivas, e foi aqui que surgiu o pensamento sobre DIGITALÓGICO, palavra inventada que perdurou todo desenvolvimento da marca, principalmente a pesquisa, e que buscou juntar essa integração entre digital e analógico.

A pesquisa é um processo muito legal pra mim, sempre que converso com outros amigos percebo como eles fazem a pesquisa de um jeito específico, e acredito que isso é o que torna o projeto rico. Sempre começo a pesquisa fora do computador, como frequentador assíduo de sebos e lojas de antiguidades, esses são os meus lugares favoritos para procurar referências, e com o Asterisco* não foi diferente. Passei algumas tardes dos últimos meses pesquisando nos meus sebos favoritos de Maceió, enquanto escutava Blood Orange e Caroline Polachek. Durante esse processo tive a oportunidade de estar em São Paulo e Recife, e também procurei bastante coisa em sebos dessas cidades, principalmente referências tipográficas dos livros, como as formas e manchas gráficas eram trabalhadas de formas diferentes em cada livro, e como existem diversas possibilidades.

Com essa pesquisa pronta, eu desenvolvi um moodboard com todas as referências que de fato achei interessante para o desenvolvimento da marca, e a partir daí comecei a desenvolver os testes de tipografia, cor, formas e estampas. Durante o processo utilizei alguns outros fóruns de livros antigos digitalizados que acho bem interessante, mas no geral o processo foi bem fluído e intuitivo.
Quando conversei com o João sobre a pluralidade da plataforma, imediatamente me apoiei bastante no design cambiante para construção da marca, então existem diversas versões do mesmo logo, cores bem saturadas, aplicações diversas e até mesmo repetitivas, quase que um movimento criado a partir de formas estáticas. Me apoiei bastante em pontos também, pensando super na conexão entre o impresso e o digital, ligado por pontos de impressão (halftone) e pixels. A partir daí a identidade foi de formando de forma quase natural, ao mesmo tempo que atualizava o João sobre como estava tentando organizar todas essas coisas na minha cabeça, e no Illustrator.
Com tudo pronto, foi só partir pro abraço. É muito gratificante quando o processo de criação é prazeroso e conversa com conteúdos que consumo, uma vez que, criar com cultura pop sempre é algo bem prazeroso pra mim, diga-se de passagem (Yes, that ‘s my culture! 😘)





No mais é isso, hahah.
Beijos,
Pedro.







Amei muito saber como surgiu essa identidade linda!