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5 livros recomendados por Lorde

Selecionamos cinco indicações feitas por Lorde ao longo dos últimos anos

Além das músicas cheias de sentimento e atmosferas únicas, Lordetambém é apaixonada por literatura. Em entrevistas, posts, e-mails e até intervenções nos seus shows, ela já compartilhou alguns dos livros que mais marcaram sua vida — histórias que, não por acaso, têm tudo a ver com as letras viscerais e os temas que ela explora nas canções.

Nesta lista, reunimos 5 livros que fazem parte do universo literário da Lorde. Obras que falam sobre crescer, se perder, se apaixonar, sobre o peso e a beleza de existir. Se você já ouviu Melodrama, Solar Power e Pure Heroine ou contou as horas para o Virgin, essa seleção é o caminho perfeito para mergulhar um pouco mais naquilo que inspira a cantora e compositora.

“Rastejando até Belém”, de Joan Didion [trad. Maria Cecilia Brandi]

Publicado em 1968, Rastejando até Belém marcou a estreia de Joan Didion na não ficção e se tornou referência na literatura americana. Com textos que vão de John Wayne ao bairro de Haight-Ashbury, em São Francisco, Didion retrata o caos e o fascínio da Califórnia dos anos 1960 com olhar preciso e estilo inconfundível.

“Pureza”, de Garth Greenwell [trad. Fabricio Waltrick]

Na conturbada Sofia, um professor americano revisita as relações e memórias que o moldaram. Em meio a protestos e despedidas, ele revive amores, traumas e desejos, enquanto reflete sobre identidade e pertencimento. Com prosa precisa, Garth Greenwell aprofunda o universo de seu aclamado romance de estreia e reafirma seu olhar sensível sobre os labirintos da intimidade.

“Feminismo glitch”, de Legacy Russell [trad. Camilla Araújo]

No manifesto de Legacy Russell, o glitch(erro ou falha tecnológica) ganha novo significado como ferramenta de resistência e reinvenção. Ao explorar o espaço digital como terreno livre para questionar as normas de gênero, identidade e sexualidade, Russell costura teoria feminista, crítica de arte e memória pessoal em uma poderosa atualização do ciberfeminismo.

“Ariel”, de Sylvia Plath [trad. Marilia Garcia]

Reunindo alguns dos poemas mais célebres de Sylvia Plath, como Lady Lazarus e Daddy, Arielexpõe com brutalidade e lirismo as dores, contradições e desejos da autora. Escritos nos últimos anos de sua vida, os textos transitam entre o desespero e a lucidez, revelando uma escrita afiada, intensa e de rara beleza, que consagrou Plath como um dos grandes nomes da poesia moderna.

No Brasil, o livro está presente na poesia reunida de Sylvia Plath, editado pela Companhia das Letras, com tradução de Marilia Garcia.

“Os perigos de se fumar na cama”, de Mariana Enriquez [trad. Elisa Menezes]

Doze contos de terror compõem este livro de Mariana Enriquez em que o sinistro invade o cotidiano e desejos obscuros se misturam à violência. Inspirada nos clássicos do gênero, a autora atualiza o horror com uma escrita potente e contemporânea, repleta de imagens perturbadoras e erotismo sombrio.

Dica bônus: Lorde lê Clarice?

Em entrevista ao Estadão, Lorde falou sobre algumas das autoras que inspiraram Virgin, seu disco mais recente: “Comecei esse álbum lendo muito. Quis ler autoras mulheres que tivessem aquele tipo de intensidade sem remorso, fisicalidade, estranheza. Li Annie ErnauxRachel CuskClarice Lispector”.

Além disso, a cantora também mencionou as obras da italiana Natalia Ginzburg, da suíça Fleur Jaeggy e da estadunidense Nuar Alsadir em outros momentos de divulgação da nova era.

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